Resenha: Os gatos, de Patricia Highsmith

A americana Patricia Highsmith (1921-1995) escreveu mais de 20 livros e foi bastante premiada. Ela criou uma das mais sensacionais séries do gênero, são cinco os livros com o anti-herói Tom Ripley.

Nesse livro, os gatos são os protagonistas, claro. No primeiro conto, Presentinho de Gato (esse título ficou excelente, descreve muito bem esse carinho dos gatos. Na coletânea A casa das sombras (The Black House, Editora Benvirá, 2012, 272 páginas), esse conto foi traduzido com o nome de Uma coisa que o gato arrastou para dentro de casa, mais próximo ao título original, What the cat dragged in), Portland Bill leva através da portinha o tal presentinho – quem tem ou já teve gato de e ter recebido um presente, se não recebeu, fique triste, eles levam os mimos apenas para quem eles gostam.

Bem, a família está lá jogando palavras cruzadas com seus amigos e se deparam com algo fora do comum. E tentam resolver o mistério.

A maior presa de Ming (Ming’s Biggest Prey) é um conto sobre o amor da dona e seu gato. Em um veleiro Ming é maltratado pelo amigo de Elaine, sua amável dona. Teddy sempre o faz longe dos olhos dela. Mas essa é uma história sobre como os gatos reconhecem a maldade e como sentem o odor do medo.

Em A casa de passarinhos vazia (The Empty Birdhouse) Edith começou a ver um rostinho diferente na casa de passarinhos. Ela não sabia o que era e o marido riu quando ela contou. Os dois foram até lá para revistar e não viram nada, mas o que quer que fosse estava agora dentro da casa deles. Charles também viu! Algo correu e ele não conseguiu achar. Então pediram emprestado o gato gordo e velho de seus amigos. Enquanto a coisa caminha sorrateira, vamos descobrindo o passado infeliz daquela família.

Os três poemas curtos, O filhote (Kitten), O gato (Cat) e O gato velho (Old Cat) se entrelaçam, são uma história. A última parte é a mais triste e bonita.

Há também um ensaio: Sobre gatos e estilos de vida (On Cats and Lifestyle), nele Patricia Highsmith fala sobre todo o seu amor pelos bichanos.

“Os gatos oferecem para o escritor algo que outros humanos não conseguem: companhia que não é exigente nem intrometida, que é tão tranquila e em constante transformação quanto um mar plácido que mal se move.”

O livro Os gatos (L&PM Pocket, 2011, 128 páginas) traz sete ilustrações de gatos feitos pela própria autora, todos como o da capa.

Depois de ler, fica mais forte o questionamento: devemos confiar em quem não gosta de gatos?

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Heidi Gisele Borges

Autora dos livros juvenis "O menino que perdeu a magia" e "Um segredo de Natal", pela Editora Estronho, e de diversos contos de horror, tudo sob o nome Celly Borges. É revisora, viciada em livros e em dormir. É mãe do gato Anakin.

2 comentários em “Resenha: Os gatos, de Patricia Highsmith

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