Resenha: Os piores pirralhos do mundo, de David Walliams

Os piores pirralhos do mundo é um livro divertido e visualmente lindo.

É claro que alguns podem ver Walliams como um tolo por escrever essas histórias que parecem bastante simples, mas acontece que essas pessoas já devem ter esquecido de suas infâncias, de ser uma criança sem os medos dos adultos – alguns bem bobos. Também já não lembram como é se divertir com um livro.

O exagero se faz presente em todas as histórias do autor. Ele se utiliza desse recurso que poucos se aventuram, pois hoje muitos escritores escolhem medir palavras para que o mercado os aceite.

Essas crianças do livro são terríveis mesmo! Imagine encontrar um menino que baba o tempo todo, ou um que deseja ter a maior meleca do mundo! Uma menina que solta tanto pum e toca trompete com o bumbum! São críticas sobre crianças mimadas e as consequências de seus atos. Sofia Sofá fica o dia todo assistindo TV, exigindo de sua mãe comidas diversas, um dia a menina está fundida com o sofá.

A escrita de David Walliams lembra muito Roald Dahl, autor de A fantástica fábrica de chocolate, Matilda e diversos livros incríveis. Walliams faz parceria com o ilustrador Tony Ross, que lembra bastante o traço do Quentin Blake, que ilustra vários livros do Roald Dahl!

Os piores pirralhos do mundo (The world’s worst children, Editora Intrínseca, 272 p.) tem uma edição linda, toda colorida, capa dura, que vai aguentar muito qualquer criança peralta.

O belo trabalho da diagramação traz várias palavras destacadas no texto para dar mais ênfase e deixar o livro mais divertido.

Não podemos esquecer do Raj! Leitores de Walliams já conhecem o jornaleiro que tenta vender coisas como “103 balas pelo preço de 102”. Ele aparece em todos os livros e nesse está lá para reclamar muito de todas essas pestinhas. Raj está desesperado porque o volume dois já foi anunciado.

David Walliams é ator e comediante, seus livros são publicados pela Editora Intrínseca no Brasil, alguns dos títulos são: Vovó vigarista, O menino de vestido, Senhor fedor… Todos com um humor bastante ácido, e não espere encontrar o politicamente correto aqui. Sempre falo sobre autores que desafiam seus pequenos leitores a pensar e esse é um ótimo exemplo. Não há suavização do que precisa ser dito.

Uma ótima leitura para crianças e adultos.

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Links úteis:

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Resenha publicada também no jornal Em Foco, Brusque, SC.

 

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