Resenha: A árvore dos desejos – William Faulkner

A história da menina Dulcie começa na manhã do seu aniversário. Uma voz estranha a chama e ela acorda com um menino desconhecido ali ao seu lado.

Maurice pede que Dulcie se levante. Ele carrega uma sacola de livros vazia (mas que esconde coisas incríveis). Ela hesita e diz que não está pronta, mas o menino diz que está sim.

Livro emprestado na Biblioteca Pública do Paraná.

Dulcie se levanta e realmente está vestida, não precisou que Alice a ajudasse como sempre acontece. Quando ele abre a janela já não há chuva, e várias vozes a chamam lá embaixo. Ela descobre que são seu irmão Dicky, seu amigo George, e a babá Alice, e a aventura continua em busca da Árvore dos Desejos.

A história é cheia de magia e fantasia. Uma delícia de ler. Tem um ritmo interessante. Me fez sorrir quando cheguei a um determinado ponto mais para frente na narrativa.

Mas como a história é para crianças, não é um absurdo que um menino sopre uma escada de plástico e ela cresça para ajuda Dulcie a descer pela janela. Também não é absurdo que faça isso com pôneis minúsculos para que todos possam seguir viagem. Talvez fosse considerado absurdo se fosse para adultos, pois a maioria não entende a beleza de uma história fantástica, por isso grande parte fica reservada aos pequenos.

Em vários momentos, Alice mostra um comportamento bastante intolerante ao não querer que um velhinho se junte a eles na busca da Árvore e o trata mal durante todo o caminho. Desconfia dele e o xinga, sem motivo.

Ela é adulta, então talvez seja difícil aceitar que um velhinho entenda mais que ela das coisas, como o caminho para a Árvore dos Desejos. As crianças querem que ele siga com elas, o aceitam e o entendem desde o primeiro momento.

“Tudo pode acontecer num aniversário”, disse Maurice num tom grave.

William Faulkner nasceu em 25 de setembro de 1897, no Mississípi, e faleceu em 06 de julho de 1962. A árvore dos desejos (The whissing tree, Círculo do Livro, 96 páginas) é o seu único livro infantojuvenil. Escrito em 1927, só foi publicado em 1954. Faulkner escreveu diversos livros, como O som e a fúria e Luz em agosto. Ganhou o Nobel em 1949 e o Pulitzer em 1954 e em 1962.

“Quem ampara e protege as criaturas indefesas não pode ter desejos egoístas.”

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Heidi Gisele Borges

É revisora, autora dos livros juvenis "O menino que perdeu a magia" e "Um segredo de Natal", pela Editora Estronho, e de diversos contos de horror, tudo sob o nome Celly Borges. Gosta de ler sobre a II Guerra Mundial, de colecionar livros e falar sobre eles. Gosta de costurar nas horas vagas. É mãe do gato Anakin.

2 comentários em “Resenha: A árvore dos desejos – William Faulkner

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