Resenha: Drácula, de Bram Stoker

O romance Drácula teve a primeira edição em 1987, a história é “de início, narrada por Mina, a partir dos diários do marido” e há a “repetição dos fatos entre os diversos narradores”, assim há várias visões de um acontecimento.

O diário de Jonathan Harker começa no dia 3 de maio, ele é o primeiro do grupo a ter contato com Drácula, que o contrata para o ajudar em sua mudança para a Inglaterra. Mas as más experiências no lugar já começam desde sua chegada. Os moradores se benzem e o presenteiam com objetos de proteção quando descobrem para onde ele deseja ir, o castelo num local retirado.

Suas descrições do lugar e do que passou no castelo são terríveis para qualquer pessoa sã. Apesar do medo que sente, Jonathan Harker precisa se mostrar forte e centrado, afinal adultos não podem ter medo do fantástico. Sobre o medo ser infantil, ele deixa claro que “estou, bem sei, sendo enganado feito uma criança por meus próprios medos”.

Até mesmo “os cavalos começaram a tremer mais intensamente e a bufar e relinchar de pavor”, os animais sempre pressentem.

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“Somente quando um homem se vê face a face com tais horrores pode compreender a verdadeira relevância deles.”

Diante de tantos horrores, Harker passa a aceitar o que acontece, quando afirma que está “com medo, um medo horroroso, e não tenho como fugir. Estou cercado de terrores em que não ouso sequer pensar…”

Jonathan Harker descreve Drácula com as orelhas pontudas e pálidas, algo que já causaria estranhamento nas pessoas mais fortes. Além disso, há outras descrições peculiares, “havia pelos no centro da palma. As unhas eram compridas, finas e cortadas em pontas afiadas”. Drácula é muito atencioso com seu convidado, mas, como a curiosidade é normal no ser humano, Harker faz exatamente contrário do que seu anfitrião recomenda. E ele vê coisas que o atormentam.

“Deus me proteja, ainda que pelo bem de meus entes queridos.”

Mina há muito não tem notícias de seu noivo, Jonathan Harker.

No dia 6 de agosto o tempo começa a mudar. Um homem idoso, amigo de Mina, percebe que “tem alguma coisa naquele vento e no nevoeiro que tem o jeito e o som e o gosto e o cheiro da morte”, é Drácula que chega à pequena cidade. Um navio flutua sem rumo no mar, quando sobem a bordo percebem que o capitão se amarrou ao leme e está morto. Não há vivalma ali. Mas há muitas caixas de terra.

No dia 8 de julho, em seu diário o Dr. Seward diz que “existe um método em sua loucura” quando fala de seu paciente no hospício. No dia 19 de agosto “estranha e súbita mudança em Renfield na noite passada”.

Lucy Westenra, uma vítima de Drácula, é quem mais sofre, e deixa os corações de todos aflitos, inclusive do Dr. Van Helsing, que é chamado para ajudar e entender o que acontecia com a jovem. Assim o doutor, junto com o noivo de Lucy e outros homens vão em busca desse ser das trevas.

Os diários mantidos por todos são unidos de modo que a história se complete e faça sentido para os combater do grande mal. Drácula em pessoa pouco aparece, ele é o mistério caçado, que deixa sua marca em vários lugares. Mas demonstra também sua fraqueza, a limitação que a maldição impõe.

Stoker se utiliza de várias inovações tecnológicas para a época, como o telefone, a estenografia e o fonógrafo. O romance é narrado em forma de cartas, recortes de jornais etc.

Essa edição da editora Zahar é repleta de notas que explicam muitos detalhes, como de onde foi tirado ou inspirado certo trecho, o passado Histórico… Há no início um estudo sobre as inspirações do irlandês Bram Stoker (1847-1912) e sobre o mito do vampiro.

Drácula foi filmado e refilmado diversas vezes, usado de inspiração para muitos longas-metragens, livros, quadrinhos…

“Existe um motivo para todas as coisas serem como são.”

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Heidi Gisele Borges

Autora dos livros juvenis "O menino que perdeu a magia", "Um segredo de Natal" e "Histórias de Fantasia", pela Editora Estronho, e de diversos contos de horror. Escreve contos de terror para o Medocast, da Ola Podcasts. É revisora, viciada em livros e em dormir. É mãe do gato Anakin.

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