Resenha: Todas das mulheres de Hitler, Erich Schaake

O livro Todas as mulheres de Hitler traz um lista de algumas das mulheres mais importantes que acompanharam o ditador.

O que percebesse pelo texto e por um pouco de sensibilidade, é que algumas essas mulheres eram – ou se faziam de – cegas. Elas idealizaram uma pessoa querida, humana. Algumas não se davam conta do que acontecia. Ou será que se importariam se soubessem? Eram tão egoístas e más quanto o seu Führer.

Elas não eram obrigadas a estar com ele. Elas desejavam estar com Hitler. O homem que mandou matar milhões, que era cruel com pessoas, conseguia fazer com que mulheres se apaixonarem por ele. Queriam estar em sua presença. Até mesmo as que ele ignorava e evitava iam atrás dele.

Adolf Hitler (1989-1945), o líder do Partido Nazista (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei – NSDAP), disse certa vez que a única mulher que ele amou e que casaria era Geli Raubal, sua sobrinha, por quem nutria um ciúme doentio.

Como aponta o autor, Erich Schaake, as mulheres que faziam parte da vida de Hitler tinham a tendência à depressão. Algumas delas acabaram se matando – foi o caso do seu grande amor, Geli –, outras tentaram. Mas a que ficou no final com ele – que na verdade era um romance oculto – foi Eva Braum que também tentou se matar, mas não conseguiu.

Sobre Eva, ela aceitou viver na mesma casa que Hitler, mas era proibida de aparecer com ele, ou mesmo nos jantares em sua casa. Quando alguém o visitava, a mulher precisava sair de cena. Em público o ditador aparecia com diversas mulheres e Eva nunca estava lá.

Mas ela aguentou firme junto com Hitler até o último minuto, quando os dois tiraram suas vidas para que ele evitasse a vergonha da derrota – essa é a nota oficial, mas historiadores divergem sobre a real forma da morte do ditador.

Todas as mulheres de Hitler (Hitler’s Frauen, Editora Lafonte, 226 páginas, 2012) é um livro interessante, de leitura rápida. Traz um resumo da vida de cada uma dessas mulheres, suas histórias, o antes e o depois. Como elas conheceram Hitler e suas artimanhas para chegar até ele.

Christa Schroeder, a secretária, disse que precisava do emprego, então “na época, em 1930, se o anúncio fosse, não do NSDAP, e sim do KPD [o Partido Comunista da Alemanha], talvez eu me tivesse tornado comunista”.

A questão continua: por que essas mulheres sentiam tanto apreço por um ditador, por um homem tão cruel? É difícil acreditar que elas não soubessem de toda a maldade que acontecia. No mínimo algumas aceitavam isso e viam nele um homem forte e poderoso, e eram encantadas por um homem que disse que só poderia ter uma família quando terminasse o seu intento.

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